Escondia-se de si, escondia-se do Tempo, silenciava-se até das palavras que lhe emudeciam na garganta.
Era o Homem do medo, como há o Homem da palavra.
Um dia elas soltaram-se-lhe da garganta, jorrando da Alma.
Uma torrente de terror, tal a mágoa que sentia de si e tanto queria que fosse do outro.
Pena, tanta pena.

